segunda-feira, 9 de maio de 2011

Se é pra falar de... Porre


 Era um daqueles dias que o porre da noite anterior insistia em lembrar o que tinha feito. Ah, como uma ressaca me faz sentir raiva. Tive um porre de dizer eu te amo pra ele que dizia o mesmo, mas sem a mesma intensidade. Bebi amor demais, ele como sempre se mantinha sóbrio de sentimentos e enchia a cara com alguma bebida barata que comprávamos em qualquer lugar por onde passávamos enquanto tentávamos nos divertir no sábado a noite.
 Pra mim bastava estar com ele, mas ele tinha medo de sentir o mesmo e decidia ficar meio alto pra ver se conseguia aceitar que o que escutava de minha boca era verdade, e que não iria magoá-lo como as anteriores tinham feito.
 Eu não era capaz de fazer mal algum a ele, já tinha lhe entregue o meu coração, e cada palavra era sincera. Eu dizia eu te amo, ele me beijava pra me calar. Eu o beijava por que gostava dos fogos de artifício que seus beijos me faziam ver, e do gosto que só ele tinha. Ele estava cada dia mais inseguro, da última vez que havia se entregue ao sentimento, isto quase lhe custou a vida. Eu estava me magoando por não fazê-lo realmente feliz.
 Então, tivemos um dos nossos passeios onde voltamos de porre pra casa, eu de amor, ele de bebida, eu disse o último eu te amo, tinha decidido que acabaria com minhas ressacas no domingo pela manhã. Não podia ficar mais ali, não nesta noite. Ele me beijou como sempre quando queria me calar, e antes que eu não resistisse e ficasse por ali pra olhar seu rosto lindo quando acordasse peguei minhas coisas e fui embora.
 Ele não conseguia entender, tinha bebido mais do que o normal, nem sei se ia lembrar no outro dia. Eu fui pra um bar, e bebi de verdade, fiquei mais alterada que ele. Peguei um táxi, não quis ser tão suicida, fui pra casa e esperei que chegasse o sol pra me acordar.
 O telefone tocou uma, duas, três, quatro, nove vezes e eu não atendi, sabia que era ele. Uma hora se passou, e mais três vezes o telefone tocou, mais uma vez o ignorei. Meia hora mais tarde alguém bate na porta, vou com aquela cara de ressaca atender, era ele, me surpreendi, nunca vinha me visitar, muito menos num domingo tão cedo, eram só dez da manhã.
 Eu não disse nada, ele entrou, me chamou até o sofá, colocou nosso filme favorito, trouxe café e em silêncio total ficamos lá, ele me puxou pra perto e me fez cafuné, eu estava muito tonta pra entender, ele puxou meu rosto, disse ‘eu te amo’, eu o beijei pra que ele se calasse.


ps: um conto dos perdidos no pc ;*

2 comentários:

  1. Quando lançar o seu livro me avisa, para você autografar o meu *-* rs

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  2. Muuuuuuuuuuuuuito lindo, nuh! *-*
    Adorei, rs.

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E agora?!
Qual a sua falada por aqui?!
:*